Resenha de "O Escolhido", Família Wherlocke #4

O Escolhido é o quarto e último livro da série A Família Wherlocke. É uma daquelas leituras bem leves e rápidas, para passar o tempo e relaxar; tanto, que eu li a série toda de uma só vez. Lembrando que não haverá spoilers, pois cada volume foca em um personagem diferente. 

Não recomendado para menores de 18 anos.

Em uma noite de verão qualquer do ano 1790, Lorelei Sundun estava caminhando no jardim de sua casa quando, de repente, viu um homem totalmente desconhecido. Nu, absurda e estupidamente bonito, escondido no roseiral de seu pai e que desaparece após um breve diálogo com ela. Este homem era na verdade Sir Argus Wherlocke, que estava sendo torturado e mantido preso em um lugar bem próximo de lá.

Lorelei pensa que tudo não passou de um sonho ou alguma alucinação, mas fascinada e instigada pelo belo homem, ela pede ajuda à seu pai para descobrir mais informações sobre famílias inglesas com poderes sobrenaturais e quão surpresa ela fica quando percebe que aquele homem está mesmo correndo um perigo iminente. 

Ao descobrir onde Sir Argus estava sendo mantido cativo e salvá-lo com a ajuda de seus primos, ela o leva até a propriedade de sua família para que ele se recupere e esteja relativamente fora das mãos do ambicioso Charles, que quer roubar os poderes de Wherlocke.

Durante a estada de Argus na casa da família Sundun, a paixão e o fascínio entre ele e Lorelei cresce significativamente, e ele nota que seus poderes de persuasão não funcionam com ela, devido sua forte personalidade. Além de tentar controlar suas emoções, ambos têm de ficar atentos, pois Charles está à espreita e fará de tudo para obter o que quer.
"Argus cravou os olhos na porta que Lorelei fechava atrás dela. Sabia que ela não ia fazer o que ele pedira, e era evidente que ele tinha pouco controle quando ela estava por perto. Fechando os olhos, prometeu a si mesmo trabalhar em dobro para tentar reaver suas forças de maneira que pudesse fugir para tão longe quanto fosse possível. Uma vozinha em sua cabeça sussurrou que ele podia fugir o quanto quisesse, mas nunca escaparia da lembrança do beijo dela. Impiedosamente, ele a fez se calar."
Foi de longe o melhor e mais fluído; além de trazer pela primeira vez um membro masculino da família como personagem principal - o que foi uma mudança bem positiva. Narrada em terceira pessoa, com muitas cenas de perseguições, aventura e outras bem quentes, mas sem qualquer vulgaridade, acompanhamos a história de Sir Argus, o mau humorado, sedutor e descrente no amor, e Lorelei, a destemida e teimosa.

O enfoque dado no quarto livro se distingue dos anteriores, visto que é a primeira vez em que vemos os poderes dos Wherlocke de fato em perigo. Pois alguém, que já os observava, quer usurpar e se apoderar dos poderes de Argus (que pode persuadir qualquer pessoa só com sua voz e olhar) para utilizar como arma contra seus "inimigos". Aliás, de todos os poderes já abordados, esse é o mais legal e perigoso.

Se você gosta de ler livros com histórias bem simples e sem pretensões, mas bem escritos e envolventes, A Família Wherlocke será uma ótima escolha. Não é necessário ler na ordem, apesar de os personagens migrarem de um livro para o outro, fazendo "participações especiais". Francamente, senti falta de outras histórias, pois ainda havia muitos personagens interessantes, como a Olympia, o Iago e o Leopold, membros da excêntrica família e que eu gostaria de saber mais a respeito.

Como já comentei anteriormente, acho as capas e os laços um charme, tudo bem romântico e com um ar mais antigo, porém, o acabamento do último livro não ficou tão bom quanto os primeiros - eu conferi outros exemplares na livraria e todos estavam assim, uma pena. Um ponto que eu havia esquecido de mencionar nas outras resenhas é sobre os títulos: em inglês, eles combinam bem mais com as histórias e seus respectivos personagens (por exemplo: O Escolhido em inglês é If He's dangerous).
  • Escrito por Hannah Howell.
  • Editora Lua de Papel.
  • Tradução: Eric R. R. Heneault.
  • 192 páginas.
  • Conheça também: A Vidente #1, A Sensitiva #2 e A Intuitiva #3.
  • Disponível em todas as livrarias.
  • Recomendo. =)

5 comentários:

  1. Oi Rafa! Esta série eu acompanhei toda aqui no seu blog, ainda não consegui ler, mas fico mais feliz a cada resenha, não ligo que é simples, acredito que mesmo assim seja bem legal. Bjos!!!

    Cida
    Moonlight Books

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  2. Eu não essa quadrilogia, mas parece interessante o conteúdo vou pesquisar mais a respeito!
    bjkas
    Dani Casquet- Livros, a Janela da Imaginação

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  3. Essa série não chama minha atenção!
    Quem sabe um dia!
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias

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  4. Gente, to passada. Eu não tava considerando a possibilidade de ler esse livro por não achar que faz parte da trilogia inicial. Ao contrario de você, eu curti muito os dois primeiros livros e quero ver se em 2014 eu leio os outros que faltam, incluindo esse.

    Bjs, @dnisin
    www.seja-cult.com

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  5. Eu li só o primeiro dessa quadrilogia e não animei muito para os restantes. Acompanhando suas resenha por aqui, às vezes fico com vontade de voltar, mas já estou tão enrolada com as minhas séries!

    Enfim, que bom que curtiu a série e uma pena o acabamento desse não ter ficado tão bom, também adoro o charme dos laços nos livros.

    Beijitos

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